sexta-feira, 18 de dezembro de 2015






DELÍRIOS DE CASSANDRA

"... Eram 16:00hs, acordara há menos de três horas... Estava exausta, a mente pesava. O sono veio pouco depois e pensou: - Já é tarde, logo anoitece, prefiro anoitecer-me primeiro!. - e novamente fechou as cortinas que foram abertas há tão pouco tempo..."
Pois não havendo sabor no cotidiano, Cassandra o buscava debaixo da colcha, do escuro do quarto e no silêncio do sono.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015



TURBIDEZ 


Tudo embaçado.
Visão dos olhos.
Visão da alma.
Visão do entendimento.
Visão do racional.

Quem se importa?
Ninguém...
Não pense que sua dor alcançará alguém.
Pois não irá alcançar.
Menos ainda seu alvo de desejo.
Este? Menos ainda.
Dói este saber? 
Cure-se!
Esta é a dor da qual ninguém se desvia.
Karma de todos, de todo aquele que ama, porém não tem o amor correspondido.

Fato cortante e amargo.
Fato!
Apenas e nada mais que fato.
Aceite-o.
Engula-o como se faz diante os remédios que nos saram.
Que esta realidade maldita e macabra nos destrua de uma vez as entranhas, e delas nasçam algo mais forte. 
Mais resistente frente a tão fatídico infortúnio chamado de Amor... 




























Escritora Tereza Reche 


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

PRÊMIO CARLOS CHAGAS - 2016





Em Maio de 2016, na cidade de Itabira, como ocorre todos os anos, os profissionais escolhidos através de indicação de uma banca de outros profissionais também previamente indicados e com histórico de premiações anteriores, receberão conforme sua profissão, uma homenagem por seu destaque e atuação. Comumente, através de pesquisas e indicações de valores ligados ao mundo literário, empresarial, político, jornalístico não deixando de lado as redes sociais, onde cada perfil a ser selecionado, minuciosamente assistido durante um longo prazo, tais personalidades da literatura/medicina dentre outros, são analisados e somente após aprovação unânime dos indicadores, são tidos como potenciais convidados. São os focos do Evento anualmente ocorrido na cidade do escritor Carlos Drummond Andrade:





Destaques do Ano

Cecília Meireles (Mulheres Notáveis - Literatura)

Pedro Aleixo (Personalidades Notáveis)

Carlos Chagas (Medicina - Profissionais da Saúde)

Jovens de Sucesso

Elegantes do Ano.


Troféu Carlos Chagas e Pedro Aleixo

Troféu Carlos Drummond Andrade

Troféu Cecília Meireles



TROFÉU CECÍLIA MEIRELES - ABRIL 2015

Recentemente recebi o Troféu Cecília Meireles - 2015 em Abril (Literatura), e em Outubro, o Troféu Carlos Drummond Andrade Edição Ouro - 2015. No último dia 03 de Dezembro, recebi o maravilhoso convite para ser homenageada com o Troféu Carlos Chagas - 2016 pela atuação como Biomédica pela qual sou formada. É com muita gratidão e alegria que preparei essa matéria especialmente dedicada a esse evento e aos seus realizadores. 

Ao centro, Eustáquio Lúcio Félix e sua esposa Sônia Félix 
(realizadores do Evento anual ocorrido na cidade de Itabira - MG)












CARLOS CHAGAS - Breve Biografia

Nada mais justo que falar sobre o nobre doutor Carlos Chagas, nascido em 1879-1934, foi médico, cientista, pesquisador e sanitarista brasileiro. Dedicou-se ao estudo das doenças tropicais. Descobriu o protozoário do gênero Plasmodium, causador da Malária. Descobriu também o parasita Tripanosoma Cruzi, transmissor da doença de Chagas. Em 1901 a Malária atacou vários trabalhadores na construção da represa na região de Santos, em São Paulo, chegando a parar a obra. Carlos Chagas foi recrutado para combater e evitar a propagação da doença, com medidas sistemáticas de saneamento, logo debelou a doença. Atualmente a Malária predomina na Região da Amazônia-Legal. Ainda não existe vacina contra a doença. Em 1907 teve início a pesquisa sobre a doença de Chagas e só em 22 de abril de 1909 o sanitarista Osvaldo Cruz anunciava à Associação Nacional de Medicina a descoberta por Carlos Chagas da doença de Chagas. Transmitida pelas fezes do inseto hospedeiro, conhecido por barbeiro, por atacar principalmente o rosto das pessoas. O barbeiro vive principalmente nas frestas das casas de barro, na zona rural e tem hábitos noturnos. A picada na pele coça e as fezes do inseto penetra no organismo, causando a doença. Carlos Chagas (1879-1934) nasceu em Oliveira, Minas Gerais no dia 9 de Julho de 1879, era filho do cafeicultor José Justino Chagas e Mariana Cândida Ribeiro de Castro. Carlos Ribeiro Justino Chagas, seu nome da batismo, ficou órfão de pai quando tinha quatro anos de idade. Estudou no Colégio São Luís, em Itu no interior de São Paulo. Carlos Chagas ingressou na Faculdade de Medicina no Rio de Janeiro, com 18 anos. Em 1902, já formado iniciou sua tese "O ciclo evolutivo da Malária na corrente sanguínea", concluída em 1903. Dedicou-se ao estudo das doenças tropicais, principalmente da Malária. Em 1904 instalou seu laboratório particular no Rio de Janeiro. Por indicação do professor Miguel Couto, passa a trabalhar, com orientação de Osvaldo Cruz, no Instituto Soroterápico Federal, hoje Instituto Osvaldo Cruz. Carlos Chagas, em 1906, trabalhando no Instituto Osvaldo Cruz, obteve sucesso ao dirigir a campanha de saneamento da Baixada Fluminense, debelando a infestação da Malária. Em 1907 trabalhou num laboratório montado durante as obras da linha de trem da Estrada de Ferro Central do Brasil. Durante dois anos classificou, estudou e identificou no sangue de animais, o protozoário que denominou Tripanosoma Cruzi, aliado a uma infestação de um inseto nas residências rurais, conhecido como barbeiro. Carlos Chagas examinou esses insetos e descobriu que eles eram os hospedeiros da doença de Chagas. Carlos Chagas foi chamado pelo Presidente Wenceslau Braz para controlar a epidemia que assolou o Rio de Janeiro em 1918. Além da falta de assistência médica, precárias condições de higiene e a falta de saneamento, a gripe espanhola contaminou dois terços da população e fez onze mil vítimas. Carlos Chagas instalou vários postos de atendimento médico, e no Instituto Osvaldo Cruz incentivou a pesquisa da doença e com medidas preventivas a infecção foi debelada no mesmo ano. Carlos Chagas foi reconhecido por suas pesquisas e descobertas, recebendo prêmios e homenagens de vários países, entre eles, Alemanha, França, Portugal, Espanha, Itália, Inglaterra e Estados Unidos. Carlos Chaga morre no dia 8 de novembro, no Rio de Janeiro, acometido por um infarto.

O evento ocorrerá aos 21 de Maio de 2016 na cidade de Itabira em Minas Gerais. 



ALGUNS DOS HOMENAGEADOS DO ANO DE 2016


Eustáquio Félix e esposa Sônia Félix 
Organizadores dos Eventos anuais realizados
na cidade de Itabira.

http://www.eustaquiofelixcerimonial.com.br/pg_fixa.php?id_cat=61&&id=22



Biomédica/Escritora Tereza Reche


















domingo, 29 de novembro de 2015


  
EXPECTATIVA & REALIDADE






Diante da tela pálida e faminta de palavras, permaneci por algum tempo, decidi que desta vez escreveria algo como um tipo de auto-ajuda, esses discursos repletos de placas indicando o caminho à seguir, indicadores cheios de si ocultos num tom de alegria contagiante. Hipocrisia vestida de boa moça, recebida pela maioria de braços abertos, olhos marasmáticos e mentes zumbis, dizendo que tudo vai bem enquanto nada vai, assim servindo de alucinógeno momentâneo e levando-os para uma realidade paralela, cada qual onde deseja estar. Preferi então falar daquilo que é verdade, a verdade que dói demais e ninguém quer ler, pois sofrer não é bom, não dá prazer e é fardo para todos nós. É fato que seja mais leve e doce ver estrelas que escuridão infinita e um futuro oposto ao marasmo de hoje. Pensar que se dissermos dez vezes ao dia "vou ficar bilionário", um dia por força dessa afirmativa ficaremos. Que a tristeza não é maior do que podemos suportar e que se olharmos para uma bela flor, tudo simplesmente dissipará como num passe de mágica. Todavia, se nada disso ocorrer, ainda assim, temos por onde recorrer, teimosos afirmamos que não foi desta vez, mas ainda haverá de ser numa próxima vida... Agimos assim pois é difícil demais aceitar o antônimo de tudo isso... Exaurimo-nos voltar o olhar à realidade densa onde para tudo há consequentes, preços e muitas vezes alguns não estão dispostos a pagá-los, o que significará danos e dores aos que não devem nada. Uma realidade onde a melodia nem sempre é aquela que se deseja ouvir, e a paz não está tão perto quanto dizem estar. Onde o amor é discutível sim, negociável e às vezes, até mesmo descartável. Onde para alguns, palavras são apenas isso, nada mais... E para os que nelas confiarem, tenebroso fim lhes reserva o destino. Uma realidade repleta de cores, que nem sempre serão cinza ou das cores que escolhermos, porém, das que ela pinta. Onde haverá muitos beneficiados e nem todos serão maus, alguns serão bons e melhores que nós, mais dignos e muito merecedores do que possuem. Que perderemos para grandes e seremos pequenos diante de muitos, mesmo nos esforçando e nos vendo grandes o bastante para derrubar à todos. Onde perdas não serão conquistadas, outras sim... Inocentes serão injustiçados e culpados serão vitoriosos. Dentre estes, muitos culpados se tornarão melhores que suas vítimas e elas não os perdoarão tornando-se vis, se comparadas ao seu algoz. Haverá dores, muitas dores, perdas, ganhos e nem sempre alguns pedidos serão realizados. Isso não significa que somos maus, que Deus não exista ou que o céu está contra nós. Apenas que "ainda" estamos por aqui, que desgraças e lágrimas não deixarão de existir simplesmente por uma porção da existência negá-las, isso é fato. Mas que mesmo tendo essa cruel e dilacerante realidade estilhaçada diante dos olhos, ainda assim, possamos ao invés de cerrar o olhar racional, abri-lo e com isso respeitar as dores que nos cercam não desprezando-as, como se a esquizofrenia do alienado fosse o fato e o fato fosse esquizofrenia. 

Escritora Tereza Reche

quarta-feira, 25 de novembro de 2015


ENTREVISTA ESPECIAL CEDIDA AO REPÓRTER,  ESCRITOR E DOCENTE
"DHIOGO  J. CAETANO"



Breve biografia

Premiado escritor goiano da cidade de Uruana, condecorado com o certificado de mérito pelo Waldenburg International College e pelo Conselho Internacional para os Direitos Humanos, de Arbitragem e de Estudos Políticos e Estratégicos (ICHAPS). Dhiogo José Caetano foi escolhido por meio de votação na internet. A eleição, feita pela internet e denominada Medalha de Excelência para as Figuras mais Influentes do Mundo, ocorreu por meio de enquete. Foi escolhido através da categoria Homens de Letras, Pensadores e Cientistas. Possui várias obras publicadas e é egresso do curso de História da Universidade Estadual de Goiás (UEG), de Itapuranga.

Entrevista

Opinando e Transformando


ESCRITORA - TEREZA RECHE



Breve Currículo

Escritora/Biomédica, bacharela e licenciada. Atuou na área laboratorial como biomédica responsável, posteriormente como Docente e Coordenadora de curso de ensino superior entre 2008-2011 na área Biomédica. Escreve desde 1988, possui vários livros publicados pela Editora Perse, dentre eles ARMADILHAS DE UM TEMPO – O SILÊNCIO DE EULLER (Troféu Cecília Meireles 2015) e DITADURA DE CORAÇÕES. 
Atualmente dedica-se às obras em andamento.

DHIOGO - Em sua opinião, o que é cultura?

Essa sem dúvida é uma das questões mais complexas que já respondi em todas as entrevistas que cedi! Cultura... A cultura é tão envolta em complexidade que pode ser descrita de vários pontos de vista; antropológico, científico social, filosófico dentre outros. Na época de Isaac Newton cultura possuía a dicotomia de erudita ou popular. Hoje podemos analisar a cultura de maneira religiosa, artística, política social, ritualística... O que é Cultura? Veja; li certa vez num livro de Ruth Benedict “O crisântemo e a Espada”, que a cultura é como uma lente através da qual o homem vê o mundo... Esse conceito, de todos, foi o mais próximo da realidade que encontrei. Na antropologia, Edward Burnett Taylor expressa a opinião dele, dentre outros que também possuem suas definições, mas muito limitadas e restritas. Mas quando se diz que a cultura é como uma lente, se diz que você enxerga da forma que deseja.

DHIOGO - Você se considera um difusor cultural?

Creio que todo aquele que se propõe a passar aquilo que recebeu de conhecimento, seja de qual princípio for, é um difusor cultural. Então, sendo eu uma escritora e docente na área da saúde, sim posso me considerar diante desse pressuposto uma difusora cultural. Reforçando ainda mais pelo gênero da literatura que escrevo, no caso na maioria romances históricos onde abordo assuntos políticos e religiosos de épocas como século XVI a Reforma Protestante, século XI o Catarismo e ano de 1932 Revolução Constitucionalista.

DHIOGO - Qual é o seu papel neste vasto campo da
transformação mental, intelectual e filosófica?

Como acabo de citar acima, minha linha literária é histórica. Procuro escolher um fato relevante da história e sobre este crio um cenário fictício e uma trama que o permeie. Hoje percebo que a literatura vem perdendo esse foco, e eu particularmente, acho importante que a sociedade não perca suas memórias históricas. A ficção é mágica, faz parte da poesia, do romance e do fenômeno da literatura, mas não se pode perder a oportunidade de, se possível, permear fatos do passado da humanidade em nossos devaneios artísticos. A metamorfose ocorre de maneira gradual... O leitor passa a refletir na mente do personagem, passa a filosofar junto a ele e com isso, encontra respostas que jamais teria se não fosse por meio da ficção.

DHIOGO - Como você descreve o processo de aculturação, ao
 longo da formação da sociedade brasileira?

Descrevo, segundo meu ponto de vista a passos lentos. Para o Brasil que mantém uma característica muito particular onde, resguardar suas raízes culturais é muito importante, se impõe um paradoxo.... Cada estado guarda consigo uma certa preocupação e até mesmo antagonismo a cultura do outro estado, isso é nítido. Nordestinos e paulistanos, baianos e cariocas dificilmente aceitariam unificar suas culturas de forma fácil. Isso vem sendo buscado desde a época da catequização indígena pelo padre Anchieta através de inquisição! E nem assim a igreja romana conseguiu, muitos mantêm sua cultura 515 anos depois. O que acredito que possa ser aderido como aculturação de maneira mais aceitável, sejam culturas que não interfiram na identidade social de cada território, como por exemplo a força estrangeira do rock em momento algum destruiria o pagode ou o samba daqui, então é aceito pela massa. Em outro exemplo, pesquisas recentes mostraram que menos de 10% dos brasileiros sabem fluentemente o inglês, o idioma difundido universalmente. Ou seja, resumindo, um processo lento, senão linear constante.

DHIOGO - A cultura liberta ou aprisiona os indivíduos?

Bom, segundo a afirmativa que fiz na questão (2), que a cultura é como uma lente através da qual o homem vê o mundo. Eu creio que nossa perspectiva cultural, nos condiciona a depreciar tudo o que se comporta fora dos padrões impostos pelo nosso ponto de vista. Seguindo essa linha de raciocínio, posso afirmar que é um fato a cultura aprisionar o indivíduo, visto que este se mantém limitado a padrões muitas vezes advindos de herança geracional, o que intensifica ainda mais essa restrição, não só mental, mas também emocional para expandir seus horizontes.

DHIOGO - Que problemática você destaca na prática da difusão cultural?

A difusão da cultura em geral, mesmo no mundo globalizado em que vivemos hoje, demonstra certas complexidades no que se refere a “semelhanças entre si”. Entretanto, devido exatamente à globalização, tecnologia, redes sociais dentre outras ferramentas das que temos em mãos atualmente, existe um processo dinâmico que a Antropologia denomina de Aculturação. Ou seja, temos inúmeras barreiras, porém, temos algo que permeia independente de nós, assumindo um caráter positivo para essa visível unificação cultural. Quanto aos fatores negativos, estão por exemplo a resistência a mudanças, com isso o fortalecimento da outra cultura, do outro ideal. Parece que manter a cultura, mesmo que aparentemente estabelecida, é outro problema, pois, se esta não for aplicada de maneira cauterizada, em curto prazo se perderá para a anterior.

DHIOGO - Comente sobre o espaço digital, destacando sua importância no cenário cultural brasileiro e mundial?

É o espaço mais importante, rico e disponível em tempo permanente, para maior parte da população. Usufruir a tecnologia, mesmo as redes sociais como meio de difundir troca de ideias, formar opiniões e disseminar a cultura de maneira gradativa, é sem dúvida a porta da evolução coletiva da descoberta e, sobretudo, aceitação da cultura em geral.

DHIOGO - Qual mensagem você deixa para todos os fazedores culturais?

Voltando-me à literatura, faço uma observação, precisamos como escritores, nos preocupar menos em quantidade e mais em qualidade do ideal transmitido. Que o leitor absorva uma ficção prazerosa, entretanto que esta, mesmo que de forma subliminar, possa de fato semear algo significativo no leitor, principalmente em âmbito filosófico. Precisamos pensar! ...A cada década que passa a sociedade ri ou chora mais, porém pensa menos. 


Escritora Tereza Reche