domingo, 28 de fevereiro de 2016






BLOGUEIRAS DE SUCESSO




(Entrevista com blogueiras)

Entrevista I

(NATÁLIA DANTAS)


Quem é a blogueira Natália?

Meu nome é Natália Dantas, tenho 21 anos, sou Nordestina, natural de Natal/RN. Sou casada, tenho um bebê lindo de 9 meses de idade. E atualmente dona de um IG e Página literária chamado "Estante da Nat".

Amo a literatura em si desde criança, como não tinha dinheiro para comprar livros eu sempre pegava livros emprestados na biblioteca da escola, e até hoje a literatura faz parte da minha vida todos os dias. Amo cada livro da minha estante, apesar de serem poucos mas são preciosos para mim. Acredito que meus livros será uma grande herança pro meu filho que desde a gravidez comecei a ler e contar histórias para ele. Enfim, não sei muito o que falar sobre mim.



Como e quando o sr (a) iniciou sua carreira de Blogueira, e o que o levou a isso?

Faz muito pouco tempo, no máximo 4 meses, meu IG é um bebê. Na verdade, eu criei a página antes do IG, a mais ou menos 1 ano atrás mas parei de postar porque isso foi no tempo em que estava grávida e a gravidez me trouxe muitos problemas, o que me impossibilitou. Então passados alguns meses eu decidi criar o IG, o que me trouxe muita felicidade em tão pouco tempo. Quando eu criei a página e o IG o intuito era de apenas postar as resenhas dos meus livros, falar um pouco sobre eles e nada mais, apenas como entretenimento. Mas em pouco tempo foram surgindo oportunidades.

Cite as obras quais mais o (a) impactaram como leitor (a), e qual o motivo mais relevante?

"Meu Pé de Laranja Lima" é uma obra que me emociona toda vez que me vem a lembrança, foi algo muito impactante e que me fez chorar como um bebê. Outra obra que me fez refletir muito sobre a vida em como enxergar as coisas de um modo diferente foi "O Pequeno Príncipe" acho que seria até um erro não citar esse clássico que mudou a vida não só minha mas de muitos leitores. E por último, uma obra mais atual que é o livro "Extraordinário" que muda completamente a questão da forma de olhar para alguém, me mostrou que não devo julgar ninguém pela aparência e que realmente o que vale é o coração. Basicamente todo mundo sabe que o que importa é o que vem de dentro, mas o livro nos faz ver pelos olhos do August o que ele realmente passa nos deixando ali uma experiência profunda do que realmente importa.

Você acha que a figura do “leitor” continua em segundo plano nas reflexões literárias?

Sim, infelizmente. Na minha opinião o leitor caminha lado a lado com o escritor, afinal sem leitores não existiriam escritores. E infelizmente ainda temos poucos leitores, aqui no nosso país a leitura não faz muito parte da cultura. E isso me deixa muito triste.



A Literatura há alguns anos, vem tomando novo corpo, a tecnologia propiciou isso. Publicações virtuais, facilidade em se auto publicar, dentre outras vias. Ao seu ver, como escritor da atualidade, esse cenário é de fato benéfico à Literatura, ou precisamos rever nossos conceitos?

Acredito que sim, pois é um meio que facilita e possibilita o leitor de ter novos conhecimentos. Acho que seria um meio também do autor mostrar seu trabalho, sabemos que muitos autores não tem recursos para publicar um livro e isso facilitaria muito. Acredito que o que vale é a emoção que a leitura passa.

Qual o papel do escritor, do vloguer e dos blogueiros, em relação a disseminação e consequente transformação mental, intelectual e filosófica da sociedade num todo?

Na minha opinião é distribuir conhecimento, acho que nossa sociedade ainda é muito leiga em relação a isso e me sinto na responsabilidade de reverter esse quadro.

Qual a sua leitura de ficção brasileira hoje?

Minha última leitura foi "Os Verdadeiros Gigantes" do autor Charles William Krüger, que aliás é ótimo. Amo livros de época, o livro é do gênero Ficção Fantasiosa, recomendo muito.

É possível traçar vertentes e características?

Sim, acho que tudo é possível. Mas ainda há muito o que se traçar.

Escrita ou Vendas?

A escrita. Acredito que o benefício é ser bem aceito com o que se escreve. As vendas nem sempre beneficiam o autor.



Partindo do seu ponto de vista de um profissional envolvido com ambos perfis, tanto autores quanto escritores, qual desses substantivos femininos melhor se encaixaria no cenário literário atual? E por que?

Os dicionários descrevem o significado de autor e escritor como sendo o profissional que escreve livros, mas no meio editorial o significado é bem diferente. O escritor é o autor sem livros publicados. Isto é, se você deseja escrever livros você é um autor e não escritor.
O autor é um pensador de ideias originais, que através dos livros transmite ideias e pensamentos despertando o interesse das pessoas pelas histórias escritas. O escritor é aquele que se expressa através da arte de escrever, pois acredita que sua visão peculiar contribui para o enriquecimento da vida de outras pessoas
Acho que os dois, de qualquer forma ambos nos trazem conhecimento.

Qual escritor admira? E qual escrita aguça sua curiosidade literária?

É difícil destacar um só escritor, mas gosto muito dos livros da Agatha Christie. Eu gosto de variar minhas leituras, leio de tudo. Mas amo histórias de época, suspense, distopia, ficção científica, fantasia, romance policial e etc.

Como você avaliaria a literatura que se encontra no ranking dos melhores e mais vendidos?

Eu acho que é muito investimento em publicidades, e a maioria desses livros não apresentam algo realmente histórico ou memorável. São poucos os livros que fazem sucesso por realmente serem bons.

Existe veracidade nesses fenômenos, ou não passam de bom Marketing?

Na minha opinião a maioria é marketing, como havia dito, são poucos os que fazem sucesso honestamente por serem muito bons.

Do seu ponto de vista de blogueira, obrigatoriamente há que se seguir critérios para a criação literária se o objetivo for “vender”?

Bem, o objetivo do meu IG e Fanpage não são vendas. Mas acredito que sim.



Que problemática você destacaria na prática da difusão cultural no país?
Como poderíamos resolver, senão amenizar tal situação?

Na minha opinião o governo brasileiro não valoriza, acho que teríamos muito mais cidadãos cultos se existisse um incentivo e valorização da cultura. Acho que a única maneira de se resolver é se nós continuarmos a valorizar essa cultura tão linda que muitos não enxergam, devemos fazer nossa parte. 

Qual o segredo do sucesso literário?

Eu realmente não sei porque ainda não alcancei (Risos). Mas acredito que amor e dedicação. Faz pouco tempo que tenho o IG e eu sempre procuro mudar ou inovar algo, mas na verdade o que me move é o amor.

Há caminhos alternativos para que se alcance o sucesso nos dias de hoje, ou sucesso é destino?

Acredito não é destino, acho que o segredo está na força de vontade, amor e dedicação.

O que você, na pele de leitor, jamais leria?

Realmente eu não sei porque leio de tudo e estou dando espaço para novos gostos.

No mundo dos blogs há muita concorrência, ou a parceria tão declarada é verídica? Existe realmente união nessa classe, e se há, em prol exatamente do que seria?

Olha, acredito que há um pouco de concorrência. Mas sempre procuro quebrar esse clima porque o meu objetivo na verdade é valorizar a literatura tanto brasileira quanto estrangeira. Por exemplo, participo de um grupo de leitores num aplicativo de mensagens que procuro sempre compartilhar minhas parcerias pra que eles também possam divulgar e assim expandir mais esse meio tão desvalorizado que é a literatura.

Por que na sua opinião, certos gêneros, por mais interessantes que pareçam ser, não vendem no mercado atual literário?

As vezes acho que algumas pessoas se prendem muito a um só gênero e acabam deixando de lado uma porta que poderia ser aberta para um novo gosto, um novo horizonte. Por isso sempre procuro variar os tipos de leitura.

Qual a estratégia, se é que existe, a ser posta em prática para que este obstáculo seja vencido?

Abrir portas para novos gostos.



Cultura e Intelectualidade caminham de mãos dadas, entretanto não são homogêneas... Afinal, a sociedade está mais intelectualizada ou apenas mais “antenada”?

Antenada. Acho que as pessoas tem recebido muitas informações só com a ajuda do mundo virtual e isso confunde um pouco.

Quais seus trabalhos no Blog? Cite, explique e discorra quais seus projetos, como participar e como estar sempre por dentro de suas novidades.

Meu trabalho é distribuir amor através da leitura, meu objetivo sempre foi e será esse. Eu como havia dito, criei apenas para postar resenhas, bater um papo sobre o assunto. Mas foram surgindo oportunidades e hoje temos algumas parcerias, então nós estamos divulgando o trabalho de autores brasileiros para que seja mais reconhecido. 

Nosso blog está em construção, mas o IG e a Fanpage trabalham prontamente para receber leitores.



É complexo discutir política hoje no Brasil, entretanto é nítido que ser escritor ou qualquer profissional do meio artístico hoje, e não me refiro aos últimos poucos anos, cito décadas e décadas atrás, é extremamente dificultoso. Porém, devido à crise intensa em que vivemos, e o foco dos auxílios do atual governo não ser a Arte, como você analisaria do seu ponto de vista, o futuro das Editoras, dos escritores iniciantes e por fim dos livros físicos?

É bem complexo mesmo porque as editoras só visam lucros e às vezes acho que exploram um pouco do autor, não sei te dizer como seria o futuro destes. Porque é muito mais complexo do que imaginamos, e ainda vai ter a falta de vontade do governo.

Quais seus planos para 2016 em relação a sua vida de blogueira?

Crescer esse mundo da leitura que ainda é tão invisível para muitos.



Deixe sua mensagem aos colegas de profissão, fãs e seguidores.

Façam tudo com amor, esse é o ingrediente principal. Sejam exploradores de conhecimento, não se prendam e tenham a mente aberta. Continuem lendo bastante, sabemos que só a leitura pode nos transportar para qualquer lugar, basta ligar a imaginação. E vivendo experiências boas ou ruins teremos inteligência para saber lidar com a realidade.

E a Tereza Reche, um muito obrigado por me oferecer a oportunidade de mostrar o meu trabalho e colocar um pouco do meu conhecimento. Obrigada também por confiar no meu trabalho e me deixar navegar pelas páginas dos seus livros.

Tereza Reche: Eu quem devo a honra de recebê-la em mais esta Coluna de divulgação do Blog Por Tereza Reche! 


















sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016




- ENTREVISTA COM AUTORES V- 
POR TEREZA RECHE

José Cícero do Nascimento

A quinta entrevista da Coluna Entrevista com autores, traz o escritor José Cícero do Nascimento (Pseudônimo: Ariano Paraná) José Cícero nasceu em 15 de abril de 1965. Sua vida não foi fácil. Nasceu e cresceu nas fazendas de café na região de Londrina - Paraná. Não teve muito tempo para ir à escola, começou a trabalhar cedo, todavia, tal fato não o impediu de ler e estudar com intensidade em sua própria casa. Podemos dizer que o moço é um autodidata. Além disso, ainda jovem tomou gosto pela escrita e pela música, tal fato o obrigou a sempre estar com papel, caneta e violão nas mãos e debruçado sobre os livros. Com isso, conseguiu em pouco tempo a compor e escrever sobre tudo que via e ouvia. Sua casa é uma verdadeira biblioteca e museu.
Entretanto, seus trabalhos permaneceram engavetados até há pouco tempo, quando decidiu, por incentivo de amigos e parentes a levá-los para a internet e consequentemente a mostrá-los ao publico.
Dizem que para aprender não existe tempo nem idade. Seguindo tal raciocínio, depois dos trinta, José Cícero do Nascimento, decidiu a ir para a escola para se atualizar e aprimorar seus conhecimentos. O tempo foi bem aproveitado. Além dos cursos regulares, fez também diversos cursos profissionalizantes. Trabalhou por vinte anos na mesma empresa. Hoje, está aposentado e está aproveitando esse tempo para passar a limpo todos os rascunhos escritos e vividos. 
Sua batalha atual, além de escrever e compor, é fazer a divulgação de seu trabalho. Em breve teremos novidades. 

TEREZA RECHE
Como e quando o Sr (a) iniciou sua carreira, e o que o levou a isso?

ARIANO PARANÁ
Desde sempre tive vontade de expressar minhas ideias escrevendo. Mas, somente recentemente tive vontade de levar meu trabalho a público. Praticamente minha carreira de escritor se iniciou em 2013, quando escrevi Fotografias da vida. O que me levou a essa escolha foi à vontade de por para fora tanta inspiração, que acredito, vem de Deus.

TEREZA RECHE
Cite suas obras e onde encontrá-las por gentileza.

ARIANO PARANÁ
Por enquanto minha obra se resume a um livro – FOTOGRAFIAS DA VIDA -, porém, tenho mais quatro escritos e só aguardando para serem publicados. No momento o livro está disponível através de pedidos realizados via e-mail: arianoparana@gmail.com, WhatApp: (17) 17-9-9659-5926, ou no site da Multifoco Editora. http://editoramultifoco.com.br/loja/product/fotografias-da-vida/

TEREZA RECHE
Você acha que a figura do “leitor” continua em segundo plano nas reflexões literárias? 

ARIANO PARANÁ
Sim. E acredito ser um grande erro. O leitor é a outra metade da Nação do escritor. 

TEREZA RECHE
A Literatura há alguns anos, vem tomando novo corpo, a tecnologia propiciou isso. Publicações virtuais, facilidade em se auto publicar, dentre outras vias. Ao seu ver, como escritor da atualidade, esse cenário é de fato benéfico à Literatura, ou precisamos rever nossos conceitos. Qual o papel do escritor, em relação a disseminação e consequente transformação mental, intelectual e filosófica dos leitores como sociedade? 

ARIANO PARANÁ
Eu não creio que toda essa tecnologia, toda essa facilidade para publicar seja benéfica na totalidade para a cultura e literatura. Tem muito lixo em meio a coisas ótimas. Precisamos rever nossos conceitos. Existe muita gente lucrando com toda essa facilidade, mas o publicado nem sempre agrada o principal que deveria se sentir satisfeito, que é o leitor. A literatura, a cultura são quem estão perdendo com tudo isso. Qual será o legado?
No geral, o escritor tem papel importante na transformação da sociedade no sentido mental, intelectual e filosófica, moldando através da escrita o modo de pensar e de agir das pessoas e ao passar para o futuro os modos e costumes de hoje. 

TEREZA RECHE
Qual a sua leitura de ficção brasileira hoje? É possível traçar vertentes e características?

ARIANO PARANÁ
Minha leitura ficcional preferida é aquela em que o autor levanta questões sobre assuntos atuais e controversos, aqueles que a sociedade tenta esconder e fingir que eles não existem. Hoje é possível separar, entre os escritores brasileiros contemporâneos, aquilo que traz um refinamento, material pesquisado, dos outros que traz uma superficialidade descarada. 

TEREZA RECHE
Escrita ou Vendas? Partindo do seu ponto de vista, qual desses substantivos femininos melhor se encaixaria no cenário literário atual? E por quê?

ARIANO PARANÁ
Muitos atores iniciantes se preocupam muito com o substantivo feminino “venda”, e até se esquecem daquilo que faz uma historia ser linda e inesquecível, a escrita. Muitas editoras, e outras que nem são, também, se preocupam mais em vender do que em divulgar a historia, o autor. Acredito que acima da literatura está o financeiro. 

TEREZA RECHE
Qual escritor admira? E qual escrita aguça sua curiosidade literária?

ARIANO PARANÁ
Machado de Assis, Paulo Coelho estão, entre aqueles que admiro. A leitura que aborda problemas que afligem a alma, que relata enigmas sociais e tópicos que desafiam a compreensão humana são as que mais aguçam minha curiosidade. 

TEREZA RECHE
Como você avaliaria a literatura que se encontra no ranking dos melhores e mais vendidos? Existe obrigatoriamente que se seguir critérios para a criação literária? Justifique-se. 

ARIANO PARANÁ
Existe muito marketing por trás das obras consideradas grandes e que encabeçam a lista de mais vendidos. Têm escritores que investem em propaganda mais do que arrecadarão com a venda de seus livros. Mas não podemos negar que algumas obras alçam voo por conta própria, por serem boas mesmo. Não existem critérios específicos para a criação literária. A concepção literária vem da alma, é particular e cada escritor trás cosigo sua particularidade. É dom. Porém, existem sim, regras que não se pode fugir. 

TEREZA RECHE
Que problemática você destacaria na prática da difusão cultural no país? Como poderíamos resolver, senão amenizar tal situação?

ARIANO PARANÁ
Em primeiro plano está o desapego das pessoas pelas artes brasileiras. Principalmente pela literatura e cinema. A um preconceito dos brasileiros sobre as coisas do Brasil, e isso vem de longe. Exemplo: quase todas as literaturas brasileiras que relatam sobre o descobrimento do Brasil foram feitas em forma de chacota, de gozação. Por quê? Para amenizar deveriam existir campanhas a favor da disseminação da cultura nas escolas desde o primário até o ensino médio. Poucas seriedades dão a esse assunto tão extraordinário. 

TEREZA RECHE
Como profissional literata, ao criar um novo livro, você exerce a escrita racional ou permite que a inspiração flua de maneira livre?

ARIANO PARANÁ
Sem sair das regras já mencionadas eu permito que a criação flua de maneira franca e constante. 

TEREZA RECHE
O que você, na pele de leitor, jamais leria?

ARIANO PARANÁ
Textos de autoajuda, explicações sobre versículos bíblicos e trabalhos literários forçados, que não fluiu naturalmente. 

TEREZA RECHE
Escritor incondicionalmente o sendo por amor. Existe?

ARIANO PARANÁ
Sim. Existem aos montes.



TEREZA RECHE
Por que em sua opinião, certos gêneros, por mais interessantes que pareçam ser não vendem no mercado atual literário? Qual a estratégia, se é que existe, a ser posta em prática para que este obstáculo seja vencido? 

ARIANO PARANÁ
Há uma falta de harmonia visível entre o público e o escritor. Certos gêneros de autores brasileiros perdem para escritores estrangeiros, talvez, pelo fato do brasileiro esquecer-se de ser artista e querer ser apenas comerciante. Em minha opinião, não existe estratégia para que esse paradigma mude. A não ser que o próprio escritor mude seus conceitos. 

TEREZA RECHE
Cultura e Intelectualidade caminham de mãos dadas, entretanto não são homogêneas... Afinal, a sociedade está mais intelectualizada ou apenas mais “antenada”?

ARIANO PARANÁ
Mais antenada do que intelectualizada. Hoje em dia há muita informação, mas de maneira espalhada e fora de contexto. Podemos encontrar o mesmo assunto retratado de vários modos diferente. Acho que isso não ajuda, só confundem. 

TEREZA RECHE
 Em que está trabalhando atualmente (livros)?

ARIANO PARANÁ
2015 e 2016, venho trabalhando em quatro livros de assuntos diferentes, depois vou avaliá-los e decidir qual deles publicar no segundo semestre do corrente ano. 

TEREZA RECHE
De suas obras, qual sente maior apreço e qual sua sinopse resumida?

ARIANO PARANÁ
Por enquanto minha obra se resume a um livro – FOTOGRAFIAS DA VIDA -, porém, estou trabalhando em outros quatro e pretendo publicar pelo menos um, ainda nesse ano de 2016. 

Sinopse


Texto ambientado na metrópole de São Paulo dos dias atuais, entramos na vida de Maria Olívia e logo no sumário vemos os homens que farão parte de sua jornada influenciando suas ações. Mas, não é uma simples vida: é uma epopeia! “Fotografias da vida” é um romance fictício com boa dose de aventura e drama juvenil, onde o tema principal é constituído pela amizade, pelos relacionamentos amorosos e familiares. Faz breve observação sobre os jovens e adolescentes e suas primeiras descobertas particulares. Num segundo plano, mas não menos importante, fala de abusos cometidos contra esses seres que ainda estão com suas personalidades e condutas em formação e nas influências que esses acontecimentos geram em suas mentes e em seu futuro. Fotografias da vida, além dos tópicos apresentados, faz uma metáfora sobre o sistema prisional brasileiro e critica, de forma sutil, o modo de viver da sociedade. “Fotografias da vida” mostra adolescentes falando sobre assuntos de adulto. Adquira “Fotografias da vida” leia e conheça as aventuras e desventura de Maria Olívia Palimo.


TEREZA RECHE
É complexo discutir política hoje no Brasil, entretanto é nítido que ser escritor hoje, e não me refiro aos últimos poucos anos, cito décadas e décadas atrás, é extremamente dificultoso. Porém, devido à crise intensa em que vivemos, e o foco dos auxílios do atual governo não ser os profissionais escritores, como você analisaria do seu ponto de vista, o futuro das Editoras, dos escritores iniciantes e por fim dos livros físicos? 

ARIANO PARANÁ
O futuro é incerto, tanto para Editoras, como para novos escritores e para os livros impressos; chega ser triste. Vi na internet um livro de 180 páginas, com uma historia fascinante sendo vendido por R$5,99. Que isso companheiro? As Editoras terão que se unirem aos novos escritores, não com o intuito de explora-los, como muitas veem fazendo, mas a de trabalharem juntos, como se fossem uma empresa, só assim para tentar burlar os problemas que veem por ai, com relação à divulgação e vendas de LIVROS IMPRESSOS. 

TEREZA RECHE

Quais seus planos para 2016 em relação a sua vida literária?

ARIANO PARANÁ
Mesmo conhecendo as dificuldades, pretendo publicar em 2016. 

TEREZA RECHE
Deixe sua mensagem aos leitores e colegas de profissão.

ARIANO PARANÁ
Aos escritores, não desistam e seja o mais original possível. Leia muito e pesquise bastante. Faça perguntas. Jamais escreva sobre algo que não conheçam. Afinal, escrever um livro é como fazer um bolo. Primeiro se tem a ideia de fazê-lo, depois, se junta os ingredientes e em seguida e só monta-lo. Logo, o desejo do confeiteiro, assim como do escritor é o de mostrá-lo para todo mundo. Não se empolgue demais e vá de vagar. Aos leitores, esqueçam um pouco a literatura habitual e consuma escritas atuais, de escritores novos e brasileiros, ali existe toda uma perspectiva do moderno, do agora. 







"O difícil fiz ontem, o fácil, faço hoje, o impossível, farei amanhã".


Caro José Cícero do Nasciento, foi um prazer ter sua participação no Blog Por Tereza Reche.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016




- ENTREVISTA COM AUTORES IV- 




 POR TEREZA RECHE


Cezar Carneiro 



A quarta entrevista dessa coluna será com o escritor Cezar Carneiro (Luiz Cezar Carneiro Rodrigues), nascido em 09 de outubro de 1969, é natural de Aurora-CE. É historiador e se dedica a estudos de cosmologia e metafísica. Publicou seu primeiro livro em 2008. Com 7 livros publicados, tem alguns projetos em andamento na área educacional e romances no gênero ficção científica, policial, comédia e drama. Desenvolve exposições sobre temas abordados em suas obras no estado do Ceará.


TEREZA RECHE
Como e quando o sr(a) iniciou sua carreira, e o que o levou a isso? 

CEZAR CARNEIRO
Comecei em 2008, quando publiquei HISTÓRIA DESSA E DE OUTRAS VIDAS, um livro de contos, abordando dramas do cotidiano na visão espírita (reencarnacionista), tema que me desperta interesse e sobre o qual já publiquei outros trabalhos. A inspiração foi meu pai, falecido naquele ano em decorrência de um transplante mal sucedido. Transplantes de órgãos acabou sendo o tema do meu segundo trabalho, o romance ALÉM DA VIDA E DA MORTE, publicado em 2009. 

TEREZA RECHE
Cite suas obras e onde encontrá-las por gentileza. 

CEZAR CARNEIRO
Os Parasitas - Romance - Arte Visual - 2015 

A Estação - Romance - Editora Eme - 2015 

63 Dias - Romance - Uno Editora - 2014 

O Resgate de Camilo - Romance - Editora Eme - 2012 

Adolescência - A Grande Transição - Paradidático - Arte Visual - 2011 

Além da Vida e da Morte - Romance - Arte Visual - 2009 

Histórias Dessa e de Outras Vidas - Contos - Arte Visual - 2008. 

Todos podem se adquiridos nos seguintes links: 




Preços e fretes: 



TEREZA RECHE
Você acha que a figura do “leitor” continua em segundo plano nas reflexões literárias? 

CEZAR CARNEIRO
Acredito que o público brasileiro é ainda é muito tímido (pequeno), e por isso pouco exigente. A leitura não faz parte da nossa cultura. Somos um povo que lê pouco, e por isso sabemos pouco, como prova a situação atual do país em seu contexto político, econômico e social. Está na hora de refletirmos, como autores, sobre trabalhos que possam conquistar os leitores com conteúdos para além da fantasia. 

TEREZA RECHE
A Literatura há alguns anos, vem tomando novo corpo, a tecnologia propiciou isso. Publicações virtuais, facilidade em se auto publicar, dentre outras vias. Ao seu ver, como escritor da atualidade, esse cenário é de fato benéfico à Literatura, ou precisamos rever nossos conceitos? 

CEZAR CARNEIRO
Vejo com bons olhos. Embora essa nova realidade viabilize a quantidade em detrimento da qualidade. Mas ainda entendo que dá para “garimpar” muita coisa boa de autores que, sem essas facilidades, jamais seriam reconhecidos. 

TEREZA RECHE
Qual o papel do escritor, em relação a disseminação e consequente transformação mental, intelectual e filosófica dos leitores como sociedade? 

CEZAR CARNEIRO
O escritor é um disseminador de conhecimentos. Publicar aquilo que pensa, o transforma em um agente multiplicador do conhecimento. 


TEREZA RECHE
Qual a sua leitura de ficção brasileira hoje? É possível traçar vertentes e características? 

CEZAR CARNEIRO
Leio apenas clássicos e romances espiritualistas. A ficção científica, por exemplo, é ainda muito pouco contemplada pelos autores nacionais. Eu mesmo publiquei uma em 2014 (63 DIAS, em português e em inglês), porque é um gênero com o qual me identifico, e há mercado para esse gênero. 

TEREZA RECHE
Escrita ou Vendas? Partindo do seu ponto de vista, qual desses substantivos femininos melhor se encaixaria no cenário literário atual? E por que? 

CEZAR CARNEIRO
A Escrita. O autor deve saber que os direitos autorais são irrisórios, e que só poderá viver da escrita, se conseguir grande aceitação com tiragens acima de 50 mil exemplares por título, o que é muito raro acontecer. As Vendas só beneficiam as Editora. Infelizmente. 

TEREZA RECHE
Qual escritor admira? E qual escrita aguça sua curiosidade literária? 

CEZAR CARNEIRO
Gosto de autores cuja obra se assemelhe às divulgadas pelo cinema. Assim, o romance é o tipo de leitura que me agrada, e a que mais gosto de produzir. Stephen King é o meu preferido.



TEREZA RECHE
Como você avaliaria a literatura que se encontra no ranking dos melhores e mais vendidos? Existe obrigatoriamente que se seguir critérios para a criação literária? Justifique-se. 

CEZAR CARNEIRO
Atualmente, o que conta mesmo é marketing. Livros como 50 Tons de Cinza e A Cabana, emplacaram apenas porque foram investidos milhares de dólares em campanhas publicitárias. Seus conteúdos, entretanto, não apresentam nada de extraordinário. 

TEREZA RECHE
Que problemática você destacaria na prática da difusão cultural no país? Como poderíamos resolver, senão amenizar tal situação? 

CEZAR CARNEIRO
Temos um Ministério da Cultura de faz de contas. Criaram a Lei Rouanet para estimular produções culturais que não possam se bancar, mas os recursos são aplicados em artistas famosos, cuja obra já conhecida e tem arrecadação própria para divulgação. Enquanto isso, os artistas desconhecidos não conseguem acesso a esse crédito, e assim, a cultura só perde. Para amenizar o problema, é preciso justiça na distribuição dos recursos de estímulo à cultura. 

TEREZA RECHE
Como profissional literata, ao criar um novo livro, você exerce a escrita racional ou permite que a inspiração flua de maneira livre? 

CEZAR CARNEIRO
Defino-me como um autor misto nesse aspecto. Gosto de incluir discussões relevantes em meus trabalhos. Gosto de contextualizar. Mesmo quando escrevo uma ficção, gosto de inserir debates sobre problemas atuais, geralmente polêmicos. 

TEREZA RECHE
O que você, na pele de leitor, jamais leria? 

CEZAR CARNEIRO
Livros de autoajuda. 

TEREZA RECHE
Escritor incondicionalmente o sendo por amor. Existe? 

CEZAR CARNEIRO
Existe. No seguimento espírita por exemplo, é prática comum doar os direitos para obras assistenciais, e instituições de caridade. A única exceção que tenho conhecimento, é a família Gasparetto. 

TEREZA RECHE
Por que na sua opinião, certos gêneros, por mais interessantes que pareçam ser, não vendem no mercado atual literário? Qual a estratégia, se é que existe, a ser posta em prática para que este obstáculo seja vencido? 

CEZAR CARNEIRO
Acredito que alguns gêneros têm pouca aceitação por exigirem algo que nossa educação não tem proporcionado: interpretação de texto. Assim, a poesia, por exemplo, tem seu público atingido em cheio por essa deficiência, e isso emperra as vendas com certeza. 

TEREZA RECHE
Cultura e Intelectualidade caminham de mãos dadas, entretanto não são homogêneas... Afinal, a sociedade está mais intelectualizada ou apenas mais “antenada”? 

CEZAR CARNEIRO
Apenas antenada. Diria que na ausência da educação de qualidade, os dias atuais tem oferecido informação, por conta das facilidades de conexão ao mundo virtual. 

TEREZA RECHE
Em que está trabalhando atualmente (livros)? 

CEZAR CARNEIRO
Desenvolvo um projeto na área de educação, para o público juvenil; um trabalho sobre a cultura popular da minha terra natal, Aurora, CE; e um romance policial. Todos ainda sem títulos definidos. 

TEREZA RECHE
De suas obras, qual sente maior apreço e qual sua sinopse resumida? 

CEZAR CARNEIRO
OS PARASITAS. Trata de dois personagens que representam o povo brasileiro. Um deles _ Leonardo _ tenta mudar a realidade através da política, como Deputado Federal. Outro, _ Jardel _ um professor universitário tenta compreender a realidade, através da educação. Ambos descobrirão que a realidade é manipulada, e que mudá-la será uma tarefa praticamente impossível, porque para isso, seria preciso romper as barreiras plantadas pelo Sistema. E ele é cruel, corrupto e desumano. É um drama perturbador e muito realista. 

TEREZA RECHE
É complexo discutir política hoje no Brasil, entretanto é nítido que ser escritor hoje, e não me refiro aos últimos poucos anos, cito décadas e décadas atrás, é extremamente dificultoso. Porém, devido à crise intensa em que vivemos, e o foco dos auxílios do atual governo não ser os profissionais escritores, como você analisaria do seu ponto de vista, o futuro das Editoras, dos escritores iniciantes e por fim dos livros físicos? 

CEZAR CARNEIRO
Os livros físicos ainda são os preferidos, ainda que o mercado invista pesado nos livros virtuais. Nada substitui o prazer de folhear o livro físico. Editoras, autores e livros, perseverarão por muito tempo, ainda com toda a deliberada má vontade exercida pelo Governo. 

TEREZA RECHE
Quais seus planos para 2016 em relação a sua vida literária? 

CEZAR CARNEIRO
Aguardo a aprovação do meu 8º livro, o romance O ENIGMA DO FALCÃO, a ser lançado pela Editora Eme (SP) pela qual tenho dois romances publicados: O RESGATE DE CAMILO (2012), e A ESTAÇÃO (2015). 

TEREZA RECHE
Deixe sua mensagem aos leitores e colegas de profissão. 

CEZAR CARNEIRO
Aos meus colegas, desejo perseverança, foco, e muita atitude para que possam romper as dificuldades que impedem a publicação de obras literárias no país. Os poderosos não gostam de escritores, porque eles fazem o povo acordar. 

Aos leitores, toda a minha gratidão, pois sem eles, não haveria necessidade de escritores. 

A você, cara Tereza Reche, que é escritora e leitora, minha gratidão pela oportunidade de mostrar o meu trabalho e de representar nossa amada classe que tanto contribui para a formação do pensamento e do futuro deste imenso país. 

A todos, um grande abraço.
Luiz Cezar Carneiro Rodrigues 

                                                               Fortaleza, CE – 24/02/2016.

TEREZA RECHE
Eu quem o agradeço por ser, junto à mim e outros milhares de escritores, uma nação de novos horizontes. 

Caro Luiz Cezar Carneiro, foi um prazer ter sua participação no Blog Por Tereza Reche. 


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016






DIVULGUE SEU LIVRO em  ENTREVISTA COM AUTORES



Se você é escritor ou possui algum trabalho artístico em geral, envie um e-mail para terezarch@gmail.com. Terei o prazer em divulgar suas obras e biografia a fim de disseminar a Literatura e Arte da melhor forma possível.

Enviarei em resposta ao seu e-mail 20 questões, você escolherá de dez à 20 perguntas e então retornará à mim juntamente com algumas fotos para elaboração da matéria. Não esqueça de uma sinopse de um de seus melhores trabalhos!

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- ENTREVISTA COM AUTORES III - 

POR TEREZA RECHE

MICHELLE ZANIN

A terceira entrevista da Coluna "ENTREVISTA COM AUTORES" será com a escritora e Presidente da Academia Luminescência Brasileira de Araraquara - SP. Michelle Franzini Zanin é uma renomada escritora, detentora de importantes láureas e membro das mais importantes instituições culturais. E é com grande carisma que essa personalidade cedeu ao Blog Por Tereza Reche essa tão honrosa entrevista. 


ENTREVISTA


TEREZA RECHE
Cite suas obras e onde encontrá-las por gentileza


MICHELLE ZANIN
Minhas obras são: Vida, Metáforas e Asseverações (infantil). Elas podem ser adquiridas através do endereço www.alubraweb.com.br





TEREZA RECHE
Você acha que a figura do “leitor” continua em segundo plano nas reflexões literárias?

MICHELLE ZANIN
Não, vejo na conjuntura atual a figura do leitor em primeiro plano, o que se é publicado é pensado no leitor, no que ele gostaria de ler e o que almeja com essa leitura.

TEREZA RECHE
Escrita ou Vendas? Partindo do seu ponto de vista, qual desses substantivos femininos melhor se encaixaria no cenário literário atual? E por que?

MICHELLE ZANIN
Vendas. Infelizmente o cenário literário atual do Brasil é dominado por editoras comerciais, logo se prioriza as vendas, deixando a qualidade literária e o que é distinto, curioso, fora do mercado. Se observar, verá que há um padrão estabelecido nas obras publicadas por editoras comerciais.

TEREZA RECHE
Qual escritor admira? E qual escrita aguça sua curiosidade literária?

MICHELLE ZANIN
Admiro vários autores, é difícil destacar apenas um. Sou eclética quando o assunto é leitura, como escritora, procuro conhecer diversos gêneros literários e seus distintos autores, isso fortalece minha escrita e me torna mais crítica em relação a meu trabalho.


TEREZA RECHE
Como profissional literata, ao criar um novo livro, você exerce a escrita racional ou permite que a inspiração flua de maneira livre?

MICHELLE ZANIN
Primeiro sou tomada pela inspiração, em sequência, tento amadurecer a ideia, planejar como ficará no papel. Creio que em meu processo criativo há uma sincronia entre a inspiração e o racional.

TEREZA RECHE
Quais seus planos para 2016 em relação a sua vida literária?

MICHELLE ZANIN
Meus planos para 2016 são acabar os projetos com os quais estou envolvida e continuar a escrever, fazer aquilo que me torna feliz, que faz de mim um ser humano melhor.

TEREZA RECHE
Em que está trabalhando atualmente (livros)?

MICHELLE ZANIN
No momento estou trabalhando em um livro referente a um município próximo da cidade onde resido e na minha saga de ficção científica, paralelo a isso, estou sempre escrevendo poemas e contos.

TEREZA RECHE
De suas obras, qual sente maior apreço e qual sua sinopse resumida?

MICHELLE ZANIN
Orgulho-me de todas minhas obras, mas se fosse para escolher uma seria Vida. Vida foi meu primeiro trabalho publicado, onde tudo começou, então tenho um carinho especial por esse livro. Trata-se de uma antologia poética com temática variada, onde abordo temas que considero essenciais para a formação espiritual e social do indivíduo.

TEREZA RECHE
Escritor incondicionalmente o sendo por amor. Existe?

MICHELLE ZANIN
Sim, sou a prova disso. Amo o que faço, quando escrevo me sinto realizada, por um breve período me desligo das adversidades diárias. Sinto-me realizada.



















Cara Comendadora Michelle Zanin, foi um prazer ter sua participação no Blog Por Tereza Reche. 

Escritora Tereza Reche